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Última atualização em: 16 de Dezembro de 2011 - 12:22:23
Reino Unido fica de fora de tratado e 9 países irão consultar parlamentos
Sarkozy, Merkel e Barroso, durante encontro da União Europeia em Bruxelas (Foto: Reuters)

Todos os 27 países da União Europeia (UE), com a exceção da Grã-Bretanha, sinalizaram apoio ao pacto fiscal acordado nesta sexta-feira (9) em reunião de líderes em Bruxelas para prevenir novas crises como a que atinge atualmente a região.

O novo tratado recebeu o apoio de todos os 17 países da zona do euro. Outros nove países da UE disseram que apoiarão o pacto após consultas aos seus respectivos parlamentos.

"Os chefes de Estado e de governo de Bulgária, República Tcheca, Dinamarca, Hungria, Letônia, Lituânia, Polônia, Romênia e Suécia disseram estar aptos a participar desse processo, após consultarem seus respectivos Parlamentos", informou declaração revisada divulgada nesta sexta-feira pela secretaria do Conselho, o que deixaria totalmente isolada a Grã-Bretanha.

Ainda segundo o comunicado, considerando a "ausência de unanimidade" entre os países, o acordo internacional deverá ser assinado até março.

A Grã-Bretanha ficou isolada, sendo o único dos 10 países de fora da zona do euro na União Europeia a não concordar em aderir à mudança no tratado.

Na madrugada, o presidente da França, Nicolas Sarkozy, anunciou que pelo menos 23 países da União Europeia (UE) tinham chegado a acordo para fazer  parte do tratado intergovernamental para reforçar o euro. Na ocasião,Reino Unido e Hungria, informaram que não estavam interessados no acordo, enquanto Suécia e República Tcheca disseram que iriam consultar seus parlamentos.

Após mais de 10 horas de reunião, em Bruxelas, os líderes europeus se comprometeram a adotar um novo pacto fiscal com regras mais rígidas. Além disso, ficou acertado adiantar em um ano a entrada em vigor do fundo de resgate permanente e a adição de 200 bilhões de euros às reservas do Fundo Monetário Internacional (FMI) para ajudar as nações em crise.

'Elementos chave'

Para a diretora-gerente do FMI, Christine Lagarde, os países da zona do euro deram uma resposta a três "elementos chave" da crise da dívida europeia. "Os países-membros que farão parte do novo tratado decidiram sobre três componentes principais: a união fiscal, a aceleração da implementação do Mecanismo Europeu de Estabilidade (ESM, na sigla em inglês) e a adição de US$ 270 bilhões às reservas do FMI, recursos a serem confirmados dentro de dez dias", afirmou Lagarde. O ESM é o mecanismo de resgate permanente.

O tratado intergovernamental deve estar concluído em março, informou o presidente francês. "Preferíamos um tratado com os 27 países do bloco, mas não foi possível devido a nossos amigos ingleses", disse Sarkozy.

Sem Reino Unido

O primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, surgiu como protagonista, ao exigir a inclusão de um protocolo para exonerar o Reino Unido de algumas normas sobre a regulação dos serviços financeiros.

"Cameron pediu o que todos considerávamos inaceitável", disse Sarkozy. "Aceitar essa reivindicação do Reino Unido seria duvidar de uma grande parte do trabalho feito (na UE) para a regulação deste setor", insistiu.

"Se não podemos obter salvaguardas, é melhor ficar de fora", afirmou Cameron, pressionado pela ala mais eurocética de seu partido. "Foi uma decisão difícil, mas boa", declarou Cameron, que responsabiliza a zona do euro, principal sócio comercial de Londres, pelos males da economia britânica.

O líder francês rejeitou, porém, que esteja havendo uma divisão na UE. "Estamos tentando salvar nossa moeda e nos acusam de fazer uma Europa de duas velocidades'.

Governo da zona do euro

A chanceler alemã, Angela Merkel, celebrou o "bom resultado" do encontro, que segundo ela permitirá ao euro restaurar sua "credibilidade", bem como o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, considerou que o acordo "se aproxima bastante de um bom pacto fiscal e certamente ajudará na situação atual".

Entre outros detalhes, o tratado expressará de forma "clara e definitiva" o fim da participação privada nas eventuais reestruturações da dívida soberana.

Além disso, haverá um governo da zona do euro, integrado por chefes de Estado e de governo, que se reunirá todos os meses durante a crise.




Fonte: G1 - http://g1.globo.com/economia/noticia/2011/12/reino-unido-fica-de-fora-de-tratado-e-9-paises-irao-consultar-parlamentos.html
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